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A água utilizada pelo Gelo Garcia foi analisada e aprovada pelo Laboratório de Microbiologia de Alimentos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia. A conclusão foi a de que a água utilizada encontra-se de acordo com o padrões microbiológicos de potabilidade, segundo o Ministério da Saúde.

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Matéria publicada no Jornal A Tarde (15/04/2001)

Saúde

Metade do gelo fabricado em Salvador pode estar contaminada

Haroldo Aquiles

Metade das fábricas de gelo existentes em Salvador é clandestina. O alerta é do diretor da fábrica Gelo Garcia, Nilton Filho. O perigo é que parte do gelo produzido, distribuído e comercializado pode estar contaminada por bactérias – do gênero pseudomonas –, bolores e leveduras e por coliformes totais e fecais. Ele reconhece o esforço que vem sendo feito pela Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa), para combater as fábricas clandestinas, mas considera que apenas uma inspeção por ano é pouco se levado em conta os problemas que podem causar à população. A própria Divisa recomenda os consumidores a observarem o produto na hora de comprar porque se estiver contaminado pode provocar desde náuseas, vômitos, enjôos e diarréias, até, nos casos mais graves, febre tifóide.

A Divisão de Vigilância Sanitária rebate as denúncias e, por meio da assessoria de imprensa, chega a garantir que o gelo produzido em Salvador é de boa qualidade não trazendo qualquer risco à saúde da população. Mas reconhece que metade das fábricas ainda não se adequou às normas, ou seja, não cumpriu todas as exigências legais, “mas sem que isso represente perigo”, alega Antônio Raimundo Santana, inspetor sanitário da Coordenação de Vigilância de Produtos (Covip), órgão subordinado à Divisa e encarregado de fiscalizar a qualidade dos produtos que são vendidos à população.

Segundo ele, a população pode consumir sem qualquer problema. “O gelo fabricado em Salvador é excelente porque o controle de qualidade é exercido tanto pelos órgãos públicos encarregados da inspeção – que visitam as fábricas periodicamente – quanto pelas próprias empresas”, garante. Não foi isso o que achou o governo da cidade do Rio e Janeiro. Lá, os órgãos de vigilância, alertados por uma recomendação do governo americano para que os turistas em visita ao Brasil evitassem consumir gelo e água mineral, procederam uma inspeção e constataram uma fábrica contaminada e tiveram que inutilizar o produto encontrado em vários depósitos e restaurantes.

“Fora do período do Carnaval a fiscalização quase que não existe e as fábricas de gelo recebem os fiscais da Divisão de Vigilância Sanitária, responsável por manter as barras, escamas ou cubos de gelo dentro de um padrão mínimo de qualidade, no máximo uma vez por ano”, garante Nilton Filho do Gelo Garcia, o que é negado pela Assessoria de Comunicação da Divisa que garante que a inspeção é feita periodicamente.

No caso de Salvador ou as fábricas se superam em qualidade e não existem razões para uma fiscalização rotineira, ou então o órgão não dispõe de condições materiais e humanas para proceder a fiscalização. Ou será que ambas as hipóteses são verdadeiras? Na verdade, existem fábricas de gelo que atendem todos os pré–requisitos da mesma forma que os órgãos competentes dispõem de instrumentos para proceder a fiscalização.

Na outra ponta, é do conhecimento geral que existem fábricas de fundo de quintal que não fazem exames físicos–químicos e bactereológicos. Elas fabricam o gelo sem o menor cuidado colocando a vida dos consumidores em risco e, ao que parece, com a complacência, ou omissão dos órgãos encarregados de fiscalizar sua produção, distribuição e comercialização. “É muito comum uma fábrica ser interditada e reabrir em outro endereço sem o menor problema e só ser fechada após outra denúncia e uma nova inspeção da Vigilância Sanitária”. afirma Nilton Filho.

E a preocupação não é pequena. Estima–se que são produzidas, diariamente, cerca de 150 toneladas de gelo na Bahia. E seu destino não é apenas as barracas de praia, as feiras livres, ambulantes e congêneres. Hospitais, bares, restaurantes e hotéis são também grandes consumidores. Se bem que estes últimos são mais exigentes e só compram o gelo dentro das especificações.

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